quinta-feira, outubro 13, 2005

Perfume barato.

A "concrete jungle" é uma grande panela de pressão. Por pouco o calor daqui ainda não fritou o meu cérebro. Aproveitando, então, a febre psíquica provocada por essa atmosfera morna e ácida, resolvo vaporizar alguns fragmentos recentes.
(...)
Ainda sinto o cheiro de perfume barato espalhado pelo meu corpo. Foram quase 30min de metrô (15 estações longe daqui) para encontrar com ela. Durante a pequena viagem, eu observava como a selva de pedras dava lugar a um planalto de barracos e prédios de 4 andares. A cidade agora mostrava-se por completo. Sua nudez recusava-se a ser varrida para debaixo do tapete.
(...)
O resto da noite passei em um motel tão barato quanto o perfume dela. A TV só funcionava bem no SBT. Assitir a Sílvio Santos em uma hora como essa não era nada agradável. Optamos pelo rádio: "Olha só, tá tocando uma música da sua terra". Eu bem que podia andar com uma peixeira e um chapéu de cangaceiro.

4 comentários:

At 6:53 PM, Blogger Luiz Sousa said...

"Tá passando uma música de sua terra?". E em que terra ela vive? Marte? Pergunta se lá não vende um perfuminho mais cheiroso!

 
At 9:17 AM, Blogger Flavio Prada said...

São Paulo liquidificador das culturas é terra de todo mundo. Não existe algo da "sua terra" para quem está em São Paulo.

 
At 3:40 PM, Blogger Tio BOB said...

Você precisa parar com esses textos de nordestino inadaptável :) É tão batido, hehe!

 
At 9:42 PM, Anonymous Anônimo said...

Quem dera ser um peixe... para em teu limpido aquario mergulhar...

 

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